Tive a oportunidade de jogar Lost in Random: Eternal Die, o novo roguelite desenvolvido pela Stormteller Games e publicado pela Thunderfall. Lançado em 17 de junho de 2025, este spin-off pega o universo único e a direção de arte fantástica de seu antecessor e o reimagina de forma ousada. Joguei no PC através do Game Pass e, após cerca de 4 horas, a campanha principal foi concluída, deixando um forte desejo de retornar à sua ação frenética.

Créditos: Captura de Tela

História

Diferente do jogo original, a história aqui serve mais como um pano de fundo para justificar a ação. A trama se passa após os eventos do primeiro jogo, mas com uma troca de papéis interessante: assumimos o controle da antagonista, a Rainha Aleksandra. A premissa de jogar com a vilã é cativante, embora não seja explorada com grande profundidade. Um dos elementos narrativos mais legais é a criação de um hub central, que você popula ao resgatar NPCs durante as runs. Cada personagem salvo oferece um novo serviço, como trocar de armas, customizar roupas e mais

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Gameplay

A estrutura do gameplay vai ser instantaneamente familiar para os fãs de Hades. Você avança por salas geradas proceduralmente, enfrenta hordas de inimigos, escolhe uma melhoria temporária e segue em frente até o chefe do mundo. O combate é ágil e satisfatório, consistindo em um ataque básico, um ataque forte carregado e um dash essencial para a esquiva.

As mecânicas únicas brilham aqui:

  • Cartas de Habilidade: No início de cada run, você recebe uma “carta” aleatória que define uma habilidade especial para aquela tentativa.
  • O Dado: A mecânica principal do universo de Random retorna. Você pode lançar seu dado para obter um número de 1 a 6, que ativa minigames e habilidades especiais, adicionando uma camada divertida de sorte e estratégia ao combate.
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Progressão e Rejogabilidade

O sistema de progressão é o coração de qualquer bom roguelite, e aqui ele funciona muito bem. Existem duas fontes principais: Brasas, usadas para comprar e aprimorar permanentemente suas armas no Arsenal (um dos NPCs do seu hub), e Pó de Pontinhos, usado para melhorias persistentes de status, como mais vida, dano ou até uma chance de reviver.

Durante as runs, você coleta Relíquias, que dão habilidades passivas. Alinhar três relíquias da mesma cor em um grid concede um bônus de status (ex: 3 vermelhas = mais dano). Lojas temporárias também aparecem, permitindo gastar moedas coletadas na run para comprar itens e melhorias imediatas. Após zerar o jogo, segredos são revelados e um novo modo de jogo é liberado, onde você pode adicionar modificadores para aumentar a dificuldade, garantindo um alto fator de rejogabilidade.

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Dificuldade

Jogando na dificuldade Normal, o desafio é bem equilibrado. Não é um passeio no parque, mas também não é frustrante. A dificuldade aumenta de forma justa, com os chefes sendo os verdadeiros testes de habilidade, especialmente o último, que representa um pico de desafio significativo.

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Direção de Arte e Som

Visualmente, o jogo é um espetáculo. O estilo gráfico que lembra um stop-motion sombrio, na veia das animações de Tim Burton, é único e lindamente executado. Os 4 mundos do jogo são visualmente distintos, cada um com seus próprios inimigos e chefes.

O design de som é igualmente impressionante. Os efeitos de cada ataque são nítidos e impactantes, mas o grande destaque é a dublagem. As vozes dos personagens são excelentes e cheias de personalidade, dando vida ao excêntrico elenco do jogo. As trilhas sonoras também complementam bem a atmosfera de cada mundo.

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Desempenho

A experiência no PC foi impecável. O jogo é muito leve e extremamente bem otimizado. Ao longo das 4 horas de jogatina, não houve qualquer bug, travamento ou queda de frames.


Veredito

Lost in Random: Eternal Die é uma excelente surpresa. Ele consegue pegar um universo já estabelecido e dar a ele uma nova vida como um roguelite viciante e bem executado. Com um combate divertido, um sistema de progressão recompensador e uma direção de arte impecável, o jogo acerta em quase tudo que se propõe a fazer. Sua única falha real é que a campanha principal, acaba rápido demais.

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