Em um caso que parece ter saído de um episódio de “Black Mirror”, a King, desenvolvedora do fenômeno Candy Crush, planeja demitir cerca de 200 funcionários e substituí-los por ferramentas de inteligência artificial que eles mesmos ajudaram a construir e treinar. A informação, vinda de múltiplas fontes anônimas de dentro da empresa, lança uma luz sombria sobre o futuro de diversas equipes criativas.
A notícia, divulgada pelo site Mobilegamer.biz, detalha como o trabalho de centenas de funcionários que passaram os últimos anos alimentando e aprimorando os sistemas de IA da empresa agora pode ser o motivo de seus desligamentos. O processo de cortes deve afetar principalmente áreas de design de níveis e redação narrativa.
A Substituição Planejada
Segundo uma das fontes, o trabalho de design de níveis será em grande parte “eliminado” em favor das novas ferramentas. Outra fonte afirma que a equipe de redação está sendo “completamente removida”, pois a IA agora é capaz de gerar o conteúdo narrativo necessário.
A equipe do jogo Farm Heroes Saga, sediada em Londres, seria uma das mais afetadas, com relatos de que o time será “cortado pela metade”, incluindo a dispensa de lideranças importantes. Os cargos que devem ser cortados em toda a empresa incluem gerentes intermediários, designers de UX, escritores e pesquisadores.
A Justificativa da Empresa
Internamente, a liderança da King teria justificado a reestruturação como uma forma de “remover camadas, stakeholders e processos que estavam atrasando o desenvolvimento”. O foco seria eliminar a gerência intermediária para agilizar a tomada de decisões.
No entanto, a empresa não comentou oficialmente sobre a acusação de que os funcionários estão sendo diretamente substituídos pelas ferramentas de IA que ajudaram a criar. A Microsoft, empresa-mãe da King, também não emitiu uma declaração até o momento.
Este caso na King pode ser um dos primeiros exemplos em grande escala de uma das maiores preocupações dos profissionais da indústria de games: o uso de inteligência artificial não como uma ferramenta de auxílio, mas como um substituto direto para a mão de obra criativa.
O que você acha desta situação? O uso de IA para substituir funções criativas na indústria de games é um caminho sem volta? Deixe sua opinião nos comentários!





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