A controvérsia em torno de Assassin’s Creed Shadows saiu da internet e chegou ao mundo corporativo. Durante a reunião anual de acionistas da Ubisoft, o CEO Yves Guillemot foi confrontado diretamente por um investidor sobre as acusações de que o jogo segue uma “tendência woke”.

O acionista, que se identificou como um jogador de longa data, questionou a escolha de ter um samurai africano como protagonista no Japão do século XVI e a possibilidade de um romance com um personagem transgênero, perguntando se a empresa iria “recuar em sua agenda política de esquerda”.

A Defesa da Ubisoft

Em resposta, Yves Guillemot defendeu as escolhas criativas do estúdio de forma geral, sem entrar em polêmicas. Ele reforçou que a decisão de incluir Yasuke foi baseada no fato de ele ser uma figura histórica real e que o objetivo da empresa era contar uma história diferente e heroica.

“Este é um personagem real. É alguém que realmente existiu. E mostrar esse personagem tem sido extremamente bem-sucedido. E é por isso que decidimos contar essa história. Queríamos contar uma história diferente”, afirmou Guillemot.

O acionista também questionou o CEO sobre o movimento “Stop Killing Games”, que protesta contra a remoção de jogos como The Crew das lojas. Guillemot respondeu brevemente, dizendo que “o suporte para todos os jogos não pode durar para sempre, mas é uma questão na qual estamos trabalhando”.

Apesar da pressão, a Ubisoft parece se manter firme em suas decisões criativas para Assassin’s Creed Shadows, que, segundo o artigo, já é o terceiro jogo mais vendido de 2025.

Fonte: Kotaku

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