Em uma declaração ousada e que promete gerar muito debate, Fumito Ueda, o aclamado diretor por trás de clássicos como ICO, Shadow of the Colossus e The Last Guardian, afirmou que a indústria de games chegou a um ponto de saturação criativa e que “a era das mecânicas de jogo acabou”.
A fala, dita em uma entrevista ao site Video Games Chronicle (VGC), reflete a visão do lendário designer de que é cada vez mais difícil criar mecânicas de gameplay verdadeiramente novas e originais.
A Busca por Novas Fronteiras
Segundo Ueda, a maioria das mecânicas fundamentais de jogabilidade já foi descoberta e explorada nas últimas décadas. Ele acredita que, em vez de tentar inventar “a próxima grande mecânica”, os desenvolvedores agora devem focar em combinar as que já existem de maneiras novas e criativas para criar experiências únicas.
“Eu sinto que estamos chegando a um ponto de saturação com as mecânicas de jogo”, disse Ueda. “Acho que não há muitas coisas que restam a serem descobertas neste momento. Tudo que podemos fazer agora é pegar as coisas que já existem e poli-las ou combiná-las de uma forma que nunca foi feita antes, para que possamos descobrir novas experiências a partir daí.”
Para Ueda, a verdadeira inovação no futuro dos games não virá de novas formas de pular ou atirar, mas sim de como os jogos podem usar as tecnologias existentes para criar mundos mais imersivos, narrativas mais profundas e experiências emocionais mais impactantes.
Sua filosofia de “design por subtração” e o foco em criar atmosfera e conexão emocional são evidentes em todos os seus trabalhos, que continuam sendo referências na indústria justamente por priorizarem a experiência artística em detrimento da complexidade mecânica.
Fonte: VGC





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