A recente e controversa mudança nas diretrizes de conteúdo adulto da Steam, que levou à remoção de centenas de jogos, tem um responsável claro. A Collective Shout, uma organização ativista anti-pornografia sediada na Austrália, assumiu o crédito pela nova política da Valve, afirmando que a mudança foi resultado direto de sua campanha de pressão.

A notícia, reportada pelo site Kotaku, revela como o grupo agiu nos bastidores para forçar a maior plataforma de jogos de PC do mundo a endurecer suas regras.

A Estratégia: Pressionar os Sistemas de Pagamento

Em vez de focar na Valve, a Collective Shout mirou nos parceiros financeiros da empresa. O grupo afirma ter pressionado diretamente as gigantes de processamento de pagamento, como Visa, Mastercard e PayPal, acusando-as de “lucrar com pornografia violenta no Steam”.

Essa tática se provou eficaz. Como a própria Valve declarou à Eurogamer, a empresa foi notificada de que certos jogos em sua loja poderiam violar as regras de seus parceiros financeiros. Para não arriscar perder esses métodos de pagamento – o que impediria a compra de qualquer jogo na plataforma –, a Valve se viu forçada a remover os títulos e implementar a nova diretriz.

O Histórico do Collective Shout

O artigo da Kotaku relembra que o Collective Shout tem um histórico de campanhas contra grandes jogos. No passado, o grupo já havia pedido a proibição de títulos como Detroit: Become Human e o fenômeno Grand Theft Auto V, citando cenários que eles consideravam prejudiciais às mulheres.

Embora GTA V não tenha sido afetado pela recente onda de remoções, a campanha do grupo resultou na exclusão de centenas de jogos menores, principalmente visual novels com conteúdo sexual explícito.

Fonte: Kotaku

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