Em uma nova entrevista, a CD Projekt Red detalhou o complexo processo técnico que tornou possível o lançamento de Cyberpunk 2077: Ultimate Edition para o Nintendo Switch 2. Charles Tremblay, Vice-presidente Sênior de Tecnologia do estúdio, explicou como a equipe conseguiu encaixar o massivo jogo de 90 GB em um cartucho de 64 GB, o principal desafio do projeto.
A ideia do port, segundo Tremblay, surgiu em uma visita da Nintendo à sede da CDPR, e o estúdio aceitou o desafio ambicioso de tentar estar presente no lançamento do novo console.
O Desafio do Cartucho de 64GB
A maior barreira técnica, de longe, foi a limitação de espaço do cartucho. A equipe estava determinada a não lançar o jogo no formato “código na caixa”, uma prática muito criticada pelos jogadores e colecionadores.
“[A Nintendo foi] bastante direta: este será um cartucho de 64GB. Com Phantom Liberty, [o jogo] tinha 90GB… Como jogadores, todos sabíamos que não é muito bom ter o jogo como um código na caixa, então tentamos descobrir como fazer funcionar.”
— Charles Tremblay, Vice-presidente Sênior de Tecnologia na CDPR
Para alcançar a meta, a equipe realizou uma série de otimizações. Eles removeram ativos duplicados, reduziram a resolução de alguns vídeos cinematográficos e, na maior concessão, decidiram que os pacotes de idiomas com dublagem seriam um download separado e gratuito. O cartucho vem com um idioma padrão, e o jogador pode baixar o de sua preferência.
O Legado de Cyberpunk 2077
Tremblay também refletiu sobre a jornada de redenção do jogo. Ele apontou os discos rígidos mecânicos da geração PS4/Xbox One como o principal gargalo técnico para o lançamento original. Segundo ele, a chegada dos SSDs na nova geração e a oportunidade de revisitar o jogo com a atualização Edgerunners deram à equipe uma “segunda chance” com a comunidade, permitindo que eles finalmente entregassem a experiência que sempre desejaram.
Fonte: Mirror





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