Quando a Dotemu e a Guard Crush Games, as mentes por trás do aclamado Streets of Rage 4, anunciam um novo projeto, a indústria para e presta atenção. Mas nada poderia nos preparar para Absolum. Apelidado de “rogue ‘em up”, este novo título é uma fusão genial de beat ‘em up clássico, com inspirações em Golden Axe, e a estrutura viciante de um roguelite como Hades. Após testar uma versão prévia, a conclusão é uma só: Absolum tem potencial não apenas para ser um dos melhores jogos do ano, mas um novo marco para o gênero.

Captura de Tela

A primeira coisa que salta aos olhos em Absolum é sua beleza. Os sprites dos personagens são nítidos, coloridos e cheios de personalidade, movendo-se com uma fluidez impressionante por cenários desenhados à mão que são verdadeiras obras de arte. Cada tela transborda criatividade, com uma variedade surpreendente de inimigos e cenários que mantêm a experiência sempre fresca. A performance, mesmo em uma build de preview, já se mostra extremamente sólida.

O que eleva a experiência de “excelente” para “magistral” é a trilha sonora. A Dotemu montou um verdadeiro time dos sonhos de compositores, liderado por Gareth Coker (da série Ori), com participações de Mick Gordon (DOOM Eternal) e Yuka Kitamura (Elden Ring). O resultado é uma coleção de faixas emocionantes e cheias de energia que se encaixam perfeitamente na ação frenética, criando uma atmosfera inesquecível.

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É na jogabilidade que Absolum se consagra. O jogo extrai o melhor do DNA da Guard Crush Games, com controles precisos e um sistema de combate profundo, que recompensa combos habilidosos, esquivas e aparos (parries) com a finesse de um jogo de luta. A estrutura roguelite entra de forma brilhante: a cada nova tentativa, você renasce em um santuário com varios NPCs e encontra cristais que oferecem melhorias, muito parecido com Hades. No entanto, as fases são desenhadas à mão, como em um beat ‘em up clássico, mas com múltiplos caminhos a serem escolhidos, garantindo rejogabilidade sem perder o design intencional.

A variedade de personagens é outro ponto alto. Na demo, pudemos testar três heróis com estilos completamente diferentes: Karl, o anão; Galandra, a elfa negra com sua espada larga; e Cider, um ladrão super ágil. Alternar entre eles é um deleite, pois cada um exige estratégias diferentes para lidar com a horda de inimigos na tela. O jogo ainda pega emprestado elementos de Golden Axe, como a possibilidade de montar em criaturas e contratar NPCs para lutar ao seu lado.

A experiência cooperativa eleva tudo a um novo patamar. Jogar Absolum com amigos transforma o caos controlado em uma diversão contagiante, onde a estratégia e a coordenação tornam cada batalha ainda mais envolvente. É, sem dúvida, no co-op que o jogo brilha com mais intensidade.

Absolum é a prova de que a paixão e o talento podem criar algo verdadeiramente especial. A Dotemu e a Guard Crush Games não estão apenas criando mais um beat ‘em up; elas estão redefinindo o que é possível dentro do gênero. Com um combate viciante, uma apresentação audiovisual de outro mundo e uma profundidade surpreendente, Absolum não é apenas um dos jogos mais promissores de 2025 — ele tem todas as ferramentas para se tornar um clássico instantâneo. A espera pela versão final será longa.

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