A Giant Squid, estúdio formado por mentes criativas de Journey, nasceu com a missão de criar experiências sensoriais únicas. Sword of the Sea é talvez a mais pura tradução dessa filosofia: uma jornada sobre restaurar a vida em um mundo desolado, onde a espada é transformada em uma prancha flutuante. O resultado é um gameplay muito fluída e satisfatória, uma verdadeira poesia em movimento.

Surfando nas Areias
Em Sword of the Sea, o que importa é deslizar. Inspirado em Journey e Abzû, mas também em clássicos como Tony Hawk’s Pro Skater e SSX, o jogo coloca o jogador para surfar em dunas, templos submersos e paisagens deslumbrantes. A movimentação é a estrela: encontrar o ritmo das descidas, ganhar velocidade e saltar de uma duna para outra é quase libertador, um balé de alta velocidade que raramente convida a desacelerar.
A missão é simples: explorar o mundo e trazer a água de volta. A estrutura é mais linear do que parece, mas o puro prazer de se movimentar e a beleza dos cenários fazem da exploração uma recompensa em si.

Uma Obra de Arte com Performance Instável
Visualmente, o jogo impressiona. A direção de arte combina traços cartunescos com detalhes realistas, criando um mundo vibrante e memorável. Ver baleias e golfinhos flutuando sobre desertos que voltam a florescer é um espetáculo. Mas toda essa beleza, construída na Unreal Engine 5, cobra um preço alto.
A otimização no PC é fraca: mesmo em hardware potente, quedas de FPS são constantes, principalmente em áreas com muita água. A situação se agrava com instabilidades graves incluindo um crash durante a cutscene final, que comprometeu o clímax da minha jornada.

Uma Trilha Sonora para a Alma
Se a performance decepciona, o áudio compensa. A trilha sonora de Austin Wintory (Journey e Abzû ) é uma obra-prima. As composições são épicas, melancólicas e perfeitamente sincronizadas com a ação, elevando cada salto e descoberta a um novo patamar emocional, sendo um pilar fundamental da experiência.

Uma História que se Sente, Não se Conta
A narrativa de Sword of the Sea é abstrata e minimalista. Contada através de monólitos, ela fala sobre um antigo conflito, a devastação que ele causou e a necessidade de quebrar um ciclo de violência. É uma história sobre sentimentos, e não sobre um roteiro.
Conclusão
Sword of the Sea é uma experiência sensorial incrível e uma prova da genialidade da Giant Squid em criar mundos que nos tocam. Seu gameplay de movimento é um dos mais fluidos e prazerosos do ano, e sua direção de arte e trilha sonora são de um nível de excelência raramente visto.
Embora problemas de otimização no PC pode por vezes, quebrar a imersão, a jornada é, sem dúvida, uma que vale a pena ser vivida. Para assinantes do PlayStation Plus, trata-se de uma recomendação imediata. Já para quem pretende comprá-lo, é um título ideal para se adquirir em promoção abaixo dos R$ 100 — considerando sua curta duração —, garantindo uma aventura bela, poética e única
80 Muito Bom
Pontos Positivos:
- Gameplay extremamente fluido e viciante
- Direção de arte belíssima
- Trilha sonora espetacular
- Boa Rejogabilidade
Pontos Negativos:
- Péssima otimização e performance instável no PC
- Crash
- História com pouco impacto emocional.





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