A recente onda de remoção de jogos de plataformas como Steam e Itch.io pode ter uma origem mais profunda do que parece. Segundo o ex-parlamentar japonês Zenko Kurishita, conhecido por defender a liberdade de expressão na mídia, a verdadeira força por trás dessa censura são as operadoras de cartão de crédito, que utilizam um mecanismo “invisível” para impor suas vontades.
Em entrevista, Kurishita explicou que o maior perigo é a forma como a censura é aplicada. Empresas como Visa e Mastercard não estabelecem regras claras, agindo sob a justificativa genérica de “proteger a reputação da marca”. As plataformas de jogos não são informadas sobre qual conteúdo específico violou as regras; em vez disso, recebem ultimatos repentinos, ameaçando a suspensão dos serviços de pagamento. Isso as força a “pecar pelo excesso” e realizar remoções em massa para não perderem métodos de pagamento essenciais.

O sistema é desenhado para diluir a culpa, tornando difícil apontar um responsável direto. Kurishita detalha a complexidade do processo:
“Especialmente no que diz respeito ao que está acontecendo na Steam, o fato de ninguém assumir a responsabilidade é preocupante. Em outras palavras, a responsabilidade pela censura é deliberadamente espalhada para que seja difícil de identificar. Na verdade, a Visa e a Mastercard negam estar diretamente envolvidas. Elas são quem criam as regras, mas são os adquirentes e processadores sob elas que de fato as aplicam.”
Para o político, a essência do problema é essa incerteza e a falta de consciência do público, que é explorada pelas operadoras para manter seu poder. A solução, segundo ele, passa por expor o problema e diversificar as opções de pagamento, reduzindo a dependência dos gigantes do setor financeiro.
Fonte: Automaton





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