A Electronic Arts (EA) está em fase de negociação avançada para ser adquirida por um consórcio de investidores em um acordo que pode chegar a quase US$ 50 bilhões, segundo um relatório do The Wall Street Journal. Se concretizado, o negócio tornaria a EA uma empresa de capital fechado e representaria a maior compra alavancada da história.
O grupo de investidores inclui a firma de private-equity Silver Lake, a Affinity Partners — empresa fundada por Jared Kushner, genro do ex-presidente Donald Trump — e, mais notavelmente, o Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita. O anúncio oficial do acordo pode acontecer já na próxima semana.
A participação do PIF, liderado pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, adiciona uma camada de controvérsia ao negócio. O fundo soberano saudita tem investido bilhões na indústria de games (comprando ações da Nintendo, Capcom e a totalidade da SNK) em uma estratégia amplamente vista por críticos como uma tentativa de usar a popularidade dos jogos para limpar a péssima reputação do país em direitos humanos, marcada por eventos como o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi.
Caso o acordo seja finalizado, a EA, dona de franquias como EA Sports FC, Battlefield e The Sims, deixaria de responder a acionistas públicos, mas passaria a ter entre seus donos um dos regimes mais controversos do mundo.
Fonte: Kotaku





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