Hoje, os romances são uma parte essencial dos RPGs da BioWare, mas nem sempre foi assim. David Gaider, roteirista de clássicos como Baldur’s Gate 2 e Dragon Age: Origins, revelou em uma nova entrevista que, no início, a equipe do estúdio não estava convencida de que a mecânica faria sucesso.

Em conversa com a PC Gamer, Gaider lembrou que a inclusão de romances foi, na verdade, um “experimento”. A mentalidade na época, compartilhada pelo diretor James Ohlen, era que os jogadores buscavam outro tipo de fantasia.

Segundo Gaider, o pensamento era: “As pessoas não jogam para se apaixonar, elas jogam para lutar e matar dragões!

O próprio Gaider, que se descreve como “não muito romântico”, tentou evitar escrever os romances, mas acabou responsável pela trama de Anomen em Baldur’s Gate 2. Ele também relembrou que a implementação era um “verdadeiro desafio” técnico.

A quest de romance da personagem Jaheira, por exemplo, era tão cheia de bugs e problemas que o diretor, James Ohlen, chegou a pendurar uma placa na porta de seu escritório que dizia: “Se é sobre Jaheira, não bate.

A história mostra como uma das características mais amadas e definidoras dos RPGs modernos começou como uma aposta arriscada, que nem mesmo seus criadores sabiam se daria certo.

Fonte: Multiplayer.it

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *