Segundo nova reportagem, a EA estaria incentivando seus funcionários a usar ferramentas de inteligência artificial em todas as atividades de trabalho. A publicação conversou com diversos funcionários anônimos e verificados da companhia.
O movimento acontece há cerca de um ano, antes mesmo do anúncio da recente aquisição da EA por um consórcio de investidores.
A liderança da empresa pediu aos funcionários que usem IA para diversas tarefas, desde a geração de código no desenvolvimento de jogos até a criação de artes conceituais. Gerentes intermediários também foram instruídos a usar ferramentas de IA para receber conselhos sobre como conversar com suas equipes a respeito de promoções.
Para apoiar o processo, a EA exige que os funcionários façam cursos de formação sobre o uso de IA para acelerar o trabalho. Documentos internos obtidos pelo Business Insider classificam a IA generativa como uma “parceira para refletir”.
Apesar da pressão, os funcionários relataram que essas ferramentas frequentemente produzem código com falhas e resultados incorretos, que precisam ser corrigidos manualmente, causando perda de tempo.
Um ex-funcionário, que fazia parte da equipe de QA da Respawn Entertainment e foi demitido no início do ano, declarou que foi dispensado porque as ferramentas de IA podiam examinar e sintetizar o feedback dos playtesters sem custos. Segundo ele, esse foi um dos motivos principais da demissão, que envolveu cerca de 100 funcionários da Respawn.
Analistas preveem que o uso massivo de IA na empresa levará a mais demissões no futuro, também como forma de cobrir parte das dívidas geradas pela aquisição.





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