Alex Hutchinson, diretor criativo de Revenge of the Savage Planet, afirmou que o jogo teve milhões de jogadores graças ao Xbox Game Pass, mas não gerou receita proporcional, especialmente na venda da expansão Cosmic Hoarder.
Lançado em maio de 2025, Revenge of the Savage Planet foi bem recebido pela crítica e pelo público, com avaliação “Muito Positiva” no Steam e nota 81% em reviews especializados. No entanto, segundo Hutchinson, o sucesso em número de jogadores não se traduziu em retorno financeiro para o estúdio Raccoon Logic, que ainda precisa quitar o investimento feito pela Tencent antes de receber royalties.
O principal problema, segundo o diretor, está na baixa taxa de conversão para a compra da expansão. “Quem recebeu o jogo de graça não comprou nada. Quem pagou pelo jogo, comprou o DLC. É simples assim”, afirmou Hutchinson. Ele considera que o modelo de distribuição via Game Pass cria uma expectativa de gratuidade que prejudica a monetização de conteúdos adicionais.
A expansão Cosmic Hoarder, vendida por US$ 10, teve uma das piores taxas de adesão entre os jogadores que acessaram o jogo pelo Game Pass.
“Se você dá algo de graça, está dizendo às pessoas que não precisam pagar por isso.”
Além disso, ele alerta para um cenário preocupante na indústria: com serviços de assinatura, retrocompatibilidade e promoções constantes, os desenvolvedores enfrentam uma “corrida para o fundo do poço”, competindo não só com outros estúdios, mas com seus próprios catálogos antigos.
A discussão reacende o debate sobre o equilíbrio entre acessibilidade e sustentabilidade financeira no modelo de distribuição digital. Revenge of the Savage Planet pode ter conquistado milhões de jogadores, mas o desafio agora é transformar essa base em apoio real ao estúdio.
Revenge of the Savage Planet já está disponível para PC, Xbox e Playstation.
Fonte: PC Gamer





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