Após o sucesso de Arc Raiders, que superou 700 mil jogadores simultâneos no fim de semana de estreia somando PC e consoles, o jogo da Embark Studios virou alvo de críticas por utilizar IA generativa para dublagem. Em meio à polêmica, o CEO da Nexon, dona da Embark Studios, Junghun Lee, saiu em defesa da tecnologia.

Em entrevista ao site Game*Spark, Lee afirmou que “toda empresa de games já usa IA” e que o verdadeiro diferencial está em como cada estúdio escolhe sua estratégia para se destacar. Ele reconheceu que a IA “melhora a eficiência na produção e operação de jogos como serviço”, mas também reforçou que a criatividade humana é o que realmente importa.

A comunidade, no entanto, não recebeu bem a substituição de dubladores por vozes geradas por IA. Estúdios como Nintendo, CD Projekt e Pocketpair já declararam publicamente que não usarão IA generativa em seus projetos. A crítica mais forte é que um estúdio adquirido por US$ 96 milhões não deveria cortar custos com talentos humanos.

A justificativa de que dubladores não gostariam de voltar ao estúdio para gravar linhas curtas foi considerada fraca, especialmente quando comparada a casos como Elden Ring: Shadow of the Erdtree, onde o ator Richard Charles Lintern gravou um único discurso por cinco horas.

A controvérsia reacende o debate sobre os limites éticos e criativos do uso de IA na indústria de jogos, especialmente quando ela substitui profissionais em áreas artísticas.

Fonte: PC Gamer

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