Mais de cinco anos após o lançamento conturbado de Cyberpunk 2077, a CD Projekt Red continua refletindo sobre o impacto daquele momento. Apesar da recuperação impressionante, com mais de 35 milhões de cópias vendidas, o lançamento foi um ponto de virada para a empresa.
Paweł Sasko, atual diretor associado de Project Orion (a sequência de Cyberpunk), revelou que o estúdio aprendeu lições duras sobre foco e rigor criativo.

Um dos pontos citados foi a dissonância ludonarrativa: a contradição entre a história, onde V está morrendo e tossindo sangue devido ao Relic, e a jogabilidade, onde o personagem se torna um “semideus” cada vez mais forte. Sasko admite que essa tensão poderia ter sido melhor trabalhada desde o início para reforçar o senso de perda.
Tecnicamente, a lição foi clara: a ambição deve respeitar os limites do hardware. A equipe aprendeu que, muitas vezes, é melhor reescrever sistemas inteiros do zero (ter uma base escalável) do que aplicar correções superficiais.
Essa mudança de mentalidade e a reorganização interna já mostraram resultados na expansão Phantom Liberty e guiarão o desenvolvimento do próximo jogo.
Fonte: Gaming Bolt




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