Em entrevista recente, Ken Levine, diretor criativo da Ghost Story Games, ofereceu novos detalhes sobre a estrutura de Judas, seu primeiro projeto desde o lançamento de BioShock Infinite em 2013. Levine descreveu o título não apenas como um jogo de tiro em primeira pessoa, mas como um “simulador de Judas”. O objetivo central é fazer com que o jogador habite a personagem e sinta o peso de estar em uma nave enquanto a humanidade entra em colapso, decidindo em quem confiar e lidando com as consequências diretas dessas escolhas.

O diferencial técnico do projeto reside nos cinco anos dedicados exclusivamente à pesquisa e desenvolvimento (P&D). A equipe construiu um sistema onde os NPCs não reagem apenas a grandes decisões narrativas, mas também reconhecem e respondem a sequências de microações e pequenos detalhes do comportamento do jogador.

Essa tecnologia alimenta o recém-revelado sistema de Vilania, que funciona como um exercício de equilíbrio de relacionamentos.

Levine explicou que será impossível agradar a todos os personagens principais simultaneamente. O sistema foi projetado para que, inevitavelmente, um dos aliados em potencial se transforme no antagonista da história com base nas ações do jogador. O estúdio confirmou que o desenvolvimento avança bem em direção ao próximo grande marco e que novos trailers e atualizações de produção serão divulgados à medida que a data de lançamento se aproxima para PC, PlayStation 5 e Xbox Series.

Fonte: Game Informer