A Digital Foundry publicou sua análise técnica da versão de PC de Nioh 3, classificando o trabalho da Team Ninja como um port decente, mas com peculiaridades técnicas severas. O jogo utiliza a Katana Engine e se destaca pela compilação de shaders rápida e eficiente, eliminando os travamentos comuns em lançamentos recentes, além de apresentar uma latência de comandos extremamente baixa, na casa dos 20 a 30 milissegundos.

O principal problema apontado é o comportamento bizarro da taxa de quadros. O motor gráfico opera com uma lógica de “passo de tempo fixo”, exigindo que o jogador trave o desempenho em 30, 60 ou 120 fps. Caso o hardware não consiga manter a meta escolhida de forma estável, o jogo apresenta dois comportamentos: ou pula animações causando engasgos visuais, ou entra em modo de câmera lenta, onde a velocidade do jogo diminui proporcionalmente à queda de quadros. Isso inviabiliza o uso adequado de monitores com VRR (taxa de atualização variável).

Para obter a melhor qualidade visual e desempenho, a análise recomenda ajustes específicos. É crucial reduzir a Nitidez (Sharpness) para 0, pois o valor padrão cria artefatos visuais excessivos e contornos brancos. A Iluminação Global e a Deformação de Terreno devem ser mantidas no Ultra para evitar cintilação e problemas de morfologia no solo. Já os Reflexos de Espaço em Tela (SSR) podem ficar no padrão Standard para economizar recursos sem perda visual significativa. O uso de Resolução Dinâmica combinado com DLSS ou FSR é altamente recomendado para garantir que a taxa de quadros nunca caia abaixo da meta estabelecida.

Nioh 3 já está disponível para PS5 e PC.