O CEO da Nvidia, Jensen Huang, respondeu às críticas ao DLSS 5 durante uma apresentação no evento GTC 2026. A nova versão da ferramenta utiliza um modelo de inteligência artificial para modificar o visual de jogos suportados pelas placas de vídeo da empresa, adicionando iluminação e materiais fotorrealistas.
O anúncio inicial gerou reações negativas entre jogadores e profissionais da indústria, que apontaram uma descaracterização agressiva da direção de arte original dos títulos. Huang classificou os comentários como incorretos e explicou que o DLSS 5 une o controle da geometria e das texturas com a inteligência artificial generativa, mantendo a autonomia artística dos estúdios.
O executivo argumentou que os desenvolvedores podem ajustar a tecnologia para alinhá-la ao estilo visual de cada jogo. O processo opera no nível da geometria e oferece controle direto aos criadores, o que diferencia a ferramenta de um simples filtro de pós-processamento e justifica o uso do termo renderização neural pela Nvidia.
O engenheiro de renderização da desenvolvedora Respawn, Steve Karolewics, esteve entre os críticos nas redes sociais. O profissional comparou a tecnologia a um filtro excessivo de contraste e nitidez, afirmando preferir a intenção artística original em vez das alterações justificadas pelo fotorrealismo.
O DLSS 5 será lançado no final do ano e foi demonstrado alterando personagens e cenários em jogos como Resident Evil Requiem, Starfield e Assassin’s Creed Shadows. Em resposta ao público, a Nvidia reiterou que o kit de desenvolvimento de software da ferramenta inclui opções precisas para configurar a intensidade dos efeitos, a gradação de cores e o bloqueio da inteligência artificial em áreas específicas.
Fonte: VGC




