A decisão da Bethesda de manter seu motor gráfico proprietário em Starfield não foi isenta de debates internos. Segundo Heather Cerlan, ex-artista do estúdio e atual CEO da NEARstudios, houve uma pressão considerável para que o RPG espacial migrasse para a Unreal Engine 5, especialmente após a revelação de recursos como Nanite e Lumen. No entanto, a equipe optou por seguir com a Creation Engine 2 por um motivo estratégico: a comunidade de modders.
Cerlan explicou em entrevista que a Bethesda reconhece que o sucesso e a longevidade de seus títulos, como Skyrim e Fallout, dependem diretamente da facilidade com que os fãs podem criar conteúdo. Mudar para a engine da Epic Games exigiria que toda essa base de usuários reaprendesse ferramentas do zero, o que poderia alienar a comunidade que sustenta os jogos do estúdio por décadas.
Embora o motor gráfico tenha sido mantido, a Bethesda não ignorou as inovações do mercado. Todd Howard já havia mencionado anteriormente que o estúdio analisa e “pega emprestado” fluxos de trabalho da Unreal Engine para aprimorar seu próprio editor interno, adaptando-os às necessidades específicas de seus mundos abertos e à compatibilidade com modificações de terceiros.
Fonte: Games Radar+




