O diretor Zach Cregger confirmou que o seu filme de Resident Evil não seguirá estritamente o cânone estabelecido pela franquia de jogos. Em entrevista a IGN, Cregger detalhou as decisões criativas do projeto, que incluirá o uso de smartphones e ambientação com neve, justificando que a obra não se trata de uma adaptação direta.

O cineasta explicou a mudança temporal e climática da trama: “Tomei liberdades. Não é 1998. Passa-se nos tempos modernos. Eu sei que, durante os eventos de Resident Evil 2, não está nevando, e ainda assim, neste filme, achei que seria melhor para a história e para o visual, sabe, seja lá o que eu estiver fazendo, se estivesse nevando. Será um filme melhor por causa disso”.

Ao optar por uma história original inserida no universo da franquia, Cregger decidiu deixar de fora personagens icônicos.

“Não estou tentando adaptar um videogame. Não estou usando os personagens dos jogos. Não estou contando uma história que os jogos contam porque não vou conseguir fazer isso melhor do que os jogos. Os jogos são tão bem executados, e para mim, Leon e Claire e esses personagens, eles existem tão perfeitamente nos jogos que qualquer pessoa que eu escalasse e qualquer diferença que eu fizesse com eles seria, provavelmente, em detrimento do que eu estava tentando fazer”.

Apesar das ausências, o longa manterá elementos centrais da série, como a Umbrella Corporation, o T-Virus e a cidade de Raccoon City. A estrutura do filme também emulará a progressão dos jogos, focando no deslocamento entre áreas com ameaças únicas e na sensação de vulnerabilidade.

Sobre a jogabilidade traduzida para as telas, Cregger afirmou: “Você tem que ter em mente a gestão de recursos e sua saúde. Você está ferido, e sente que nunca tem munição suficiente, e o mundo é sempre grande demais para você, e ainda assim, de alguma forma, você tem que sobreviver, certo? É isso que estou tentando fazer. Se este filme fosse um jogo de Resident Evil, chame-o de Resident Evil 10, não pareceria estranho. Entende o que quero dizer? É isso que estou tentando construir”.

Cregger também abordou a possível insatisfação dos fãs mais puristas, reconhecendo a desconfiança com adaptações cinematográficas da marca:

“Eu entendo o instinto de resistir. Serei honesto: nunca vi um filme de Resident Evil porque eles não se parecem, para mim, com o que eu tanto amo nos jogos que jogo. Eu ficava tipo, ‘Não é o meu Resident Evil’. Então, eu entendo essa atitude. Estou fazendo isso porque quero que exista um filme que passe a sensação da experiência de jogar o jogo, e então, consegui fazer isso. É o que estou fazendo”.

O novo filme de Resident Evil estreará nos cinemas em 18 de setembro.

Fonte: Gaming Bolt

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