Durante uma transmissão ao vivo comemorativa ao Dia dos Pais, os desenvolvedores de Pragmata celebraram o sucesso do novo jogo da Capcom, que vendeu 2 milhões de cópias em menos de três semanas após o lançamento em 17 de abril. No painel, a equipe revelou um detalhe curioso dos bastidores: a criação de uma força-tarefa interna apelidada de “Diana Police” (a Patrulha da Diana) para garantir que a carismática androide mantivesse uma fofura natural e puramente infantil.

O produtor Naoto Oyama explicou que o objetivo do grupo era equilibrar a personalidade da garota para que sua inocência parecesse genuína, evitando que ela se tornasse artificial ou irritante para o público. Essa fiscalização rigorosa afetou diretamente a direção de dublagem e as orientações passadas aos atores de captura de movimentos. Nao Toyama, a dubladora japonesa da personagem, confirmou que recebeu instruções estritas para “não forçar a fofura e falar exatamente como uma criança falaria normalmente”.

Em uma entrevista subsequente ao portal Game*Spark, o diretor do jogo, Cho Yonghee, revelou que a “Patrulha” era composta majoritariamente por mulheres da equipe de produção. “É mais fácil para as mulheres detectarem uma fofura ‘calculada’ em personagens femininas, enquanto os homens provavelmente pensariam ‘qual é a diferença?’ (risos). Então, tenho certeza de que todas as integrantes eram mulheres”, comentou o diretor.

A abordagem da Capcom não é inédita dentro da própria empresa. Os desenvolvedores lembraram que, durante a produção de Resident Evil Requiem, uma junta semelhante formada por funcionárias mulheres foi montada para revisar o visual mais maduro de Leon S. Kennedy. Na ocasião, o diretor Koshi Nakanishi relatou que elas foram responsáveis por ajustar os detalhes milimetricamente, chegando a inspecionar ruga por ruga no pescoço do personagem para garantir o design ideal.

Fonte: Automaton

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