A Electronic Arts concluiu oficialmente a sua aquisição de US$ 55 bilhões, sendo comprada por um consórcio liderado pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF), Affinity Partners e Silver Lake. Com o acordo fechado, a desenvolvedora deixa de ser uma empresa de capital aberto na bolsa de valores, mas as consequências financeiras do negócio já ameaçam seus funcionários.
De acordo com o jornalista Jason Schreier, da Bloomberg, a transação foi parcialmente financiada com a própria EA assumindo uma dívida estimada em cerca de US$ 18 bilhões a US$ 20 bilhões. Esse montante coloca a publisher na obrigação de pagar aproximadamente US$ 1,8 bilhão por ano apenas em juros. Como o lucro operacional (EBITDA) atual da empresa gira em torno de US$ 1,5 bilhão, a conta não fecha, exigindo medidas drásticas de economia.
Para acalmar os investidores e gerenciar a dívida, a EA confirmou que cortará US$ 700 milhões em custos anuais, incluindo US$ 170 milhões destinados a “eficiências organizacionais” — um termo corporativo que, segundo a interpretação de Schreier, significa “demissões em massa”.
Apesar das incertezas, o CEO da EA, Andrew Wilson, afirmou em comunicado oficial que a empresa está entrando neste próximo capítulo “a partir de uma posição de força”, prometendo acelerar a inovação com os novos parceiros. Anteriormente, Wilson também já havia indicado o desejo dos novos investidores de utilizar mais ferramentas de Inteligência Artificial para otimizar custos, revelando que cerca de 85% do trabalho de controle de qualidade (QA) da empresa já conta com assistência de IA.
Resta aguardar a dimensão dos cortes nos estúdios da companhia nos próximos meses.
Fonte: Games Radar+



