A Embracer Group anunciou a demissão de 900 funcionários durante o seu segundo trimestre fiscal. O grande corte no quadro de colaboradores foi confirmado no mesmo dia em que a companhia revelou seus planos de reestruturação para se dividir em duas empresas públicas distintas — Embracer e Fellowship Entertainment — a partir de 2027.

O conglomerado vem passando por um longo processo de contenção de gastos, que se intensificou na grande reestruturação de 2023. Esse movimento já havia resultado no fechamento de múltiplos estúdios e na venda de grandes produtoras, como a desenvolvedora de Borderlands, Gearbox, e a Saber Interactive.

Em uma carta aos acionistas, Lars Wingefors, presidente do conselho da Embracer Group, reconheceu a imagem negativa que a empresa adquiriu recentemente perante a comunidade em relação às constantes ondas de demissões, mas defendeu as decisões da gestão:

“Mesmo que, para alguns, tenhamos ficado intimamente associados a demissões no setor, a realidade é que trabalhamos arduamente para reter o maior número possível de pessoas durante um período muito difícil, ao mesmo tempo em que equilibramos as necessidades de conduzir uma operação comercial lucrativa. Isso reflete nosso compromisso com nosso pessoal, nosso portfólio de IPs amadas e as promessas que fizemos aos empreendedores.”

Wingefors concluiu seu posicionamento ressaltando que as lideranças tentaram dar oportunidades de sobrevivência aos projetos antes de optar pelos cortes em massa:

“Olhando para trás, para o grande ajuste que fizemos em 2023, decidimos não fazer uma redução drástica de pessoal no ‘estilo corporativo dos EUA’, mas dar a vários estúdios e IPs a chance de provar a si mesmos.”

Fonte: VGC