Benson Russell, ex-designer de jogos sênior da Naughty Dog, revelou em recente entrevista ao podcast Kiwi Talkz que o estúdio normalizou a prática do “crunch” (horas extras excessivas e exaustivas). Segundo o ex-desenvolvedor, a empresa acredita internamente que essa rotina de trabalho brutal é a única maneira de conseguir atingir o altíssimo nível de qualidade esperado em seus aclamados títulos.
Russell explicou que a produtora costuma definir prazos internos e tratá-los com a mesma rigidez de prazos externos finais. Além disso, existe o fator do alto orçamento: a certa altura do desenvolvimento, a própria Sony pressiona o estúdio cobrando resultados e avanços após longos anos de investimento financeiro.
Diante desse cenário de dupla cobrança, a solução adotada pela desenvolvedora é sempre aumentar drasticamente a carga horária da equipe.
A postura da direção da Naughty Dog sobre o assunto é clara e direta. Os funcionários são informados de que o estúdio funciona dessa maneira e, caso não queiram participar desse ritmo, a empresa entende e até oferece uma excelente carta de recomendação para o desenvolvedor sair. Essa mentalidade da companhia, que tecnicamente não infringe nenhuma lei trabalhista local, teria se estabelecido de vez durante a difícil criação do primeiro The Last of Us.
Fonte: Multiplayer.it




