Kensuke Shimoda, ex-designer de jogos da Ubisoft Osaka, abordou publicamente os rumores de que a desvalorização das ações da empresa seria resultado direto de iniciativas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). Em declaração recente, o desenvolvedor, que atuou na companhia entre abril de 2021 e novembro de 2024, classificou essas alegações como falsas e argumentou que os defensores dessas pautas possuíam pouca influência real nas decisões corporativas.
Segundo Shimoda, os problemas financeiros e criativos da Ubisoft derivam do que ele classifica como “Síndrome de Grande Empresa”. Ele aponta especificamente para a baixa rotatividade em cargos de liderança, o que resultou em uma carência crítica de profissionais sêniores com experiência prática no desenvolvimento de jogos online, mobile e free-to-play.
Além disso, ele destaca que as iniciativas de diversidade foram benéficas para a melhoria do ambiente de trabalho e para a expansão em mercados como a América do Sul e o Oriente Médio.
O ex-funcionário também citou desafios estruturais ligados à identidade da Ubisoft como uma multinacional centrada na França. A distância psicológica e comunicativa entre a sede e as filiais globais teria impedido que estúdios fora do eixo franco-canadense acessassem o conhecimento central da corporação.
Shimoda alertou que, se a Ubisoft ignorar essa análise estrutural para culpar o DEI e validar teorias da conspiração online, isso poderia decretar o fim da empresa. Ele reforçou que nunca presenciou qualquer imposição coercitiva de valores durante seu período no estúdio.
Fonte: Automaton



