A pressão sobre a liderança da Ubisoft aumentou com o pedido público de renúncia do CEO Yves Guillemot feito por dois representantes sindicais. Em entrevista ao Game Developer, Marc Rutschlé e Chakib Mataoui afirmaram que a saída do executivo é necessária para restaurar a confiança interna, abalada por anos de escândalos e decisões questionáveis.

Rutschlé criticou Guillemot por se cercar de “yes men” (pessoas que não contestam o chefe), apontando isso como um problema central que remete à gestão da crise de assédio sexual de 2020. Já Mataoui destacou a falta de diversidade no topo, citando a nomeação do filho de Yves, Charlie Guillemot, como co-CEO da Vantage Studios, como um fator que sufoca a criatividade necessária para produzir novos sucessos. “Se você só coloca seus amigos homens brancos nesses cargos, não promove diversidade nem obtém novas ideias”, declarou.

Os representantes argumentam que o “nível de ódio” que muitos têm por Guillemot torna impossível reconstruir a confiança sob sua gestão. O pedido de renúncia ocorre às vésperas de uma greve planejada por sindicatos franceses e internacionais entre os dias 10 e 12 de fevereiro, em protesto contra as recentes demissões propostas pela empresa.

Fonte: Insider Gaming