Desenvolvido pela aclamada Sloclap, a mente criativa por trás do intenso Sifu, e distribuído pela Kepler, Rematch chega para sacudir o cenário dos games de futebol. Este é um título de terceira pessoa totalmente focado na experiência multiplayer, lançado em 19 de maio de 2025 para PC, Xbox e PlayStation, com a grande vantagem de ser Day One no Game Pass — plataforma onde dediquei mais de 30 horas a essa jornada, e ja posso adiantar que a minha diversão foi garantida!

Jogabilidade: Simples de Pegar, Desafiador para Dominar
A jogabilidade de Rematch é um belo exemplo da filosofia “fácil de aprender, difícil de dominar”. Comandos básicos como chutar, driblar, tocar (normal ou de cavadinha), pular e dar um carrinho são intuitivos e respondem bem. Mas o que realmente eleva a experiência é a versatilidade de poder alternar entre goleiro e atacante a qualquer momento! Basta ser o primeiro a entrar ou sair da grande área, e voilà, você muda de função. Como goleiro, as mecânicas são espelhadas, com a adição de pulos laterais e a capacidade de deslizar para agarrar a bola, tornando a posição tão dinâmica quanto a de um jogador de linha. Essa fluidez estratégica é um trunfo e tanto para a diversão em equipe.

Estádio: Uma Arena que Transforma a Estratégia
Um dos maiores diferenciais de Rematch, e o que o faz lembrar com a jogabilidade de Rocket League, é o seu estádio totalmente fechado. Isso não só torna o jogo incrivelmente dinâmico e sem interrupções, mas também é essencial para a própria jogabilidade. As paredes funcionam como elementos ativos do campo, permitindo que você crie jogadas inovadoras: um chute na “tabela” atrás do gol para enganar o goleiro, seguido de um rebote certeiro para a rede, por exemplo. É um playground tático que recompensa a criatividade e o entrosamento do time.

Bugs e Falhas: Nem Tudo São Gols de Placa
Claro, Rematch não é um jogo perfeito — afinal, qual é? Durante minhas sessões, encontrei alguns bugs irritantes, como jogadores “congelando” sem conseguir chutar a bola, atletas flutuando misteriosamente e problemas de conexão que, ocasionalmente, atrapalhavam a fluidez das partidas.
Talvez o maior deslize de Rematch tenha sido a ausência de crossplay no lançamento. Esse fator, sem dúvida, fez com que o jogo perdesse muitos potenciais jogadores, fragmentando a base de usuários. Além disso, o sistema de passe de batalha é um pouco confuso e a diferença entre a versão base e a beta era mínima em termos de modos de jogo e customizações. Uma adição importante seria um sistema de reporte eficiente, pois, como em todo multiplayer, há jogadores que “trollam” a partida ou até mesmo proferem ofensas, e a comunidade precisa de ferramentas para lidar com isso.

Gráficos e Áudio: Funcionalidade com Estilo
Os gráficos de Rematch são simples, mas charmosos. Eles remetem um pouco ao estilo de Sifu, mas de uma forma mais simplificada, o que faz total sentido para a proposta do jogo. A clareza visual é ótima, garantindo que você nunca se perca no meio da ação frenética.
No quesito áudio, o jogo cumpre bem seu papel. Não é algo que se destaca acima da média, mas funciona perfeitamente para o estilo de jogo, especialmente considerando que, na maioria das vezes, você estará em call com amigos ou ouvindo sua própria trilha sonora. Um ponto forte notável é o sistema de chat por voz integrado, que permite elaborar jogadas em tempo real com sua equipe. Para os mais tímidos, o jogo oferece um prático sistema de comandos pré-programados, como pedir a bola ou elogiar um colega de time pela boa jogada.

Loja e Customização: Seu Estilo em Campo
A loja de Rematch opera com dois tipos de moeda: Quant (paga) e Tokens (ganha jogando). Com ambas, você pode adquirir uma variedade de customizações para seu personagem, estádios alternativos, banners, títulos e muito mais. Pessoalmente, não senti uma diferença de preços absurda entre as moedas pagas e as gratuitas, o que é um ponto positivo para a progressão. Por enquanto, não há uma vasta quantidade de itens exclusivos que exijam apenas dinheiro real, o que mantém a loja justa e acessível.

Matchmaking: O Ponto de Ajuste
O matchmaking de Rematch ainda precisa de alguns ajustes. Com frequência, você acaba em partidas contra jogadores com ranques muito acima ou muito abaixo do seu, o que pode desequilibrar as partidas e atrapalhar o desenvolvimento da experiência, especialmente para quem busca um desafio mais justo ou uma progressão mais linear.

Veredito Final: Um Potencial Inegável para o Gênero
No geral, Rematch é um jogo muito bom! Com certeza, ele te trará momentos de muita diversão, risadas e, sim, uma pitada saudável de raiva (o que é normal em jogos competitivos!). Estar disponível Day One no Game Pass é um convite irrecusável para quem gosta do gênero ou procura um jogo divertido para jogar com os amigos.
Se os desenvolvedores da Sloclap continuarem cuidando de Rematch, corrigindo seus defeitos e adicionando novos modos de jogo e conteúdo, eles têm em mãos um diamante a ser lapidado. É um jogo com um futuro brilhante e que pode se tornar uma referência para o futebol digital!
80 MUITO BOM
Pontos Positvos:
- Jogabilidade viciante
- Estádio fechado
- Gráficos limpos e funcionais.
- Sistema de chat por voz
- Day One Game Pass
Pontos Negativos:
- Bugs
- Crossplay
- Matchmaking inconsistente
- Poucas novidades da beta para o jogo base





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