Forza Horizon 6 estava no topo da minha lista de jogos mais esperados de 2026, e não é difícil entender o motivo. A Playground Games finalmente atendeu um dos pedidos mais antigos dos fãs da franquia ao levar o Festival Horizon para o Japão, o berço do drift, do touge e de tudo mais que envolve a cultura JDM. Finalmente chegou a hora de responder uma das perguntas mais importantes do primeiro semestre de 2026: Forza Horizon 6 realmente vale o hype? A resposta é um maiúsculo sim.

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Captura de Tela – Créditos: Playground Games

Desde o momento em que o jogo abre, fica claro que a Playground Games não estava apenas fazendo um jogo no Japão. Eles estavam recriando um amor. Dirigir pela Shibuya Crossing, rasgar as autoestradas de Tóquio, fazer curvas fechadas no Monte Haruna, subir até os picos nevados ao norte da cidade e cruzar uma colina para revelar o Monte Fuji ao longe são momentos que ficam na memória muito depois de você largar o controle.

O mapa é o maior da história da franquia e foi construído com uma fidelidade impressionante. São 9 regiões completamente distintas entre si, desde a agitação de Akihabara e as autoestradas que cortam Tóquio até os picos nevados de Sotoyama e as pontes costeiras da região de Ito. Cada região tem personalidade própria, e em vários momentos eu simplesmente parei o carro de lado e fiquei admirando a paisagem. Isso diz muito sobre o nível de capricho da equipe.

Uma das melhores decisões que a Playground tomou aqui foi corrigir o que não funcionou em Forza Horizon 5. Em vez de começar como uma lenda do Horizon, Forza Horizon 6 te coloca na posição de um piloto desconhecido que chegou ao Japão com um objetivo de conquistar o seu lugar no festival. A jornada do herói que fez Forza Horizon 1 e 2 serem tão especiais está de volta, e isso muda completamente o tom da progressão.

O sistema de pulseiras também voltou como principal forma de avançar no festival. A lógica é a mesma dos anteriores: você participa dos eventos, acumula XP, troca a pulseira ao atingir o requisito e enfrenta um evento de admissão para a nova categoria. Esses eventos de admissão são espetaculares, com momentos que vão desde uma corrida contra aviões de manobra até um duelo contra um robô gigante no centro de Tóquio. É exatamente o tipo de loucura que a franquia sabe fazer bem.

O que torna essa progressão ainda mais interessante é o sistema de restrição de categorias. Conseguir uma Lamborghini logo no início não vai te ajudar em nada, porque cada pulseira libera apenas eventos de determinadas classes. Isso cria um senso de evolução muito mais orgânico e recompensador, onde cada carro novo que você adquire tem um propósito real dentro do jogo.

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Captura de Tela – Créditos: Playground Games

A jogabilidade é o ponto mais alto da experiência, oferecendo uma física refinada ainda mais refinada que equilibra perfeitamente a acessibilidade arcade com elementos de simulação profunda caso você decida desativar as assistências de direção. O mapa é recheado de atividades diversificadas que vão desde as tradicionais corridas de asfalto, terra e Cross Country até minijogos de entrega de comida e as espetaculares batalhas Touge de um contra um nas montanhas. Eu gastei horas customizando minha enorme garagem de carros e testando o novo sistema de edição dos galpões, que me lembrou muito as opções de criação de jogos como The Sims.

Infelizmente, a minha maior frustração com o jogo foi o terrível grind final para conseguir a última pulseira. O ritmo da progressão simplesmente quebra na reta final, pois o jogo me obrigou a fazer praticamente tudo o que estava espalhado pelo mapa para conseguir avançar e liberar os últimos desafios do festival. Essa obrigatoriedade de limpar o mapa artificialmente transformou o que deveria ser uma reta final emocionante em um trabalho cansativo e repetitivo, estragando um pouco o fluxo delicioso de exploração livre que eu vinha sentindo até ali.

O trabalho técnico no design de som está espetacular e a fidelidade dos motores e escapamentos dos mais de quinhentos carros é nítida, permitindo diferenciar cada motorização apenas jogando com fones de ouvido. No entanto, a trilha sonora me deixou um pouco dividido. Ela é inegavelmente boa e traz uma seleção interessante de J-Pop e faixas eletrônicas que combinam com a atmosfera, mas eu senti que ela poderia ser consideravelmente melhor se comparada ao nível lendário das rádios dos Horizon anteriores. Faltaram mais músicas marcantes que grudam na cabeça e que definem a identidade do jogo, fazendo com que a playlist parecesse um pouco genérica após muitas horas de jogatina.

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Captura de Tela – Créditos: Playground Games

Visualmente, o jogo é um verdadeiro espetáculo técnico. A recriação de Tóquio é impressionante e andar pelo cruzamento de Shibuya à noite, com as luzes dos neons refletindo perfeitamente no asfalto molhado pela chuva, me deu uma sensação nostálgica maravilhosa.

O mundo aberto é denso, incrivelmente bonito e utiliza um sistema complexo de mais de setenta micro-seasons que mudam completamente a paisagem das regiões, passando de montanhas cobertas de neve a vales repletos de flores de cerejeira com uma fidelidade visual impressionante. Senti falta de cidades históricas importantes como Kyoto ou Osaka no mapa, mas a escala monumental da capital compensa essa ausência.

Joguei o jogo no PC em uma 4070TI e não tive grandes problemas de desempenho mesmo com tudo no máximo, apenas as vezes o jogo caia FPS e ficava meio lento, o que me forçou reiniciar o jogo algumas vezes.

Forza Horizon 6 é uma obra magnífica que entrega jogo definitivo para os fãs de velocidade. O mapa japonês é deslumbrante, as mecânicas de corrida são impecáveis e a quantidade de conteúdo é colossal. Mesmo que a trilha sonora não seja a melhor da franquia e que o grind final obrigatório para a última pulseira seja um pouco desgastante e tire um pouco do brilho da reta final, a experiência geral é obrigatória para qualquer fã do gênero.

forza horizon 6 trailer
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