A recente visita de Hideo Kojima à sede da Valve trouxe à tona registros históricos de seu diário de desenvolvimento de 1999, detalhando como o primeiro Half-Life moldou a criação de Metal Gear Solid 2. Na época, Kojima adquiriu o título da Valve para usá-lo como referência técnica e admitiu ter sentido que os desenvolvedores japoneses haviam sido “superados pelos americanos”. Segundo o diretor, os blockbusters japoneses daquele período careciam da “alma” e da atenção meticulosa aos detalhes que encontrou na jornada de Gordon Freeman.
A influência de Half-Life é visível na famosa interatividade de MGS2. Kojima ficou impressionado com a física de objetos flutuantes e buracos de bala, o que o motivou a elevar o nível de realismo na área do Tanque de Sons of Liberty, resultando em detalhes lendários como os cubos de gelo que derretem em tempo real. Além disso, o diretor revelou que planejava remover o modo de missões VR da sequência, mas mudou de ideia após experimentar o “Hazard Course” (o modo de treinamento) de Half-Life, que se tornou o padrão de excelência para ele.
Para Kojima, a atmosfera e a direção em tempo real da Valve eram “soberbas”, provando que não era necessário ser revolucionário em todos os aspectos para construir um mundo convincente, desde que a mecânica e o design fossem executados com perfeição. Esses relatos reforçam o impacto transcontinental que o ano de 1998 teve na indústria, unindo dois dos maiores ícones do stealth e do FPS.
Fonte: Games Radar+



