O diretor da empresa de dados Circana, Mat Piscatella, afirmou em entrevista ao The Game Business que o impacto dos jogos exclusivos nas vendas de hardware é superestimado. Embora os títulos proprietários tenham relevância para o posicionamento de marca e marketing, eles não são o fator decisivo para a maioria dos consumidores na hora da compra.
“Os exclusivos importam, mas não importam tanto quanto muitas pessoas dizem”, explicou Piscatella. “Venho dizendo isso há um tempo e às vezes gritam comigo por causa disso, mas é verdade. Importa para algumas pessoas e não importa para outras. EA Sports College Football, quando apareceu nos EUA, foi um dos maiores impulsionadores de hardware que vimos em anos.”
A análise destaca que o sucesso de grandes títulos multiplataforma supera o peso da exclusividade. O comportamento do jogador moderno é guiado pela conveniência do ecossistema, o tamanho da biblioteca de jogos acumulada e a plataforma onde sua rede de amigos está jogando.

A estratégia de exclusividade absoluta também perde força ao se observar o engajamento geral dos jogadores com jogos como serviço. “Nós tendemos a nos apegar demais a esses detalhes quando mais de 60% das pessoas que ligaram seu PlayStation no ano passado jogaram Fortnite pelo menos uma vez, e não há nenhum jogo exclusivo no Top 20 por essa métrica”, ressaltou o analista.
Piscatella concluiu observando que a decisão da Sony de lançar jogos do PlayStation no PC não prejudicou o desempenho de vendas do PlayStation 5. A quebra da exclusividade absoluta não afeta negativamente o mercado primário da fabricante.
Fonte: Insider Gaming



