A semana de lançamento de Star Wars Zero Company deveria ser de pura celebração para o estúdio Bit Reactor. Lançado em 27 de agosto de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series e PC, o título de combate tático foi aclamado pela crítica, conquistou os fãs e registrou picos de quase 78 mil jogadores simultâneos no Steam.

Contudo, os bastidores revelam uma realidade amarga. De acordo com informações apuradas pelo jornalista Stephen Totilo (Game File), cerca de 80% da equipe de desenvolvimento foi colocada em licença não remunerada poucas semanas antes da chegada do jogo às lojas, após o estúdio esgotar seus recursos financeiros. Apenas uma equipe mínima permaneceu ativa para lidar com eventuais correções pós-lançamento.

Um representante da Bit Reactor confirmou a medida ao Game File, classificando-a como uma decisão difícil tomada de forma independente pelo estúdio, sem envolvimento da publisher EA ou da Disney. A empresa declarou ter esperanças de recontratar os funcionários com salários restaurados dependendo do sucesso comercial do jogo, embora ex-funcionários tenham expressado ceticismo quanto ao retorno de todos os afetados.

A situação veio à tona em meio a uma disputa judicial travada em Maryland entre os cofundadores do estúdio, Greg Foertsch e a ex-diretora de operações Alison Kelly. Processado em 2024 por Kelly — que cobra mais de US$ 20 milhões em uma disputa sobre a copropriedade e sua saída da empresa —, o litígio revelou documentos de agosto de 2026 detalhando o esvaziamento da folha de pagamento do estúdio. O julgamento do caso foi adiado para o início de 2027.

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