O aclamado mangaká Tetsuya Chiba faleceu no dia 22 de outubro, aos 87 anos, em um hospital de Tóquio. A causa da morte foi uma síndrome mielodisplásica. O funeral foi realizado em uma cerimônia privada para a família.
Nascido em 11 de janeiro de 1939, Chiba passou a infância na Manchúria e retornou ao Japão após o fim da Segunda Guerra Mundial. Ele estreou como mangaká em 1956, aos 17 anos. Sua obra de maior reconhecimento é Ashita no Joe, um mangá de boxe escrito por Asao Takamori e publicado entre 1968 e 1973.
O impacto cultural da obra foi tão expressivo que, quando o personagem Toru Rikiishi morreu na história, um funeral real foi organizado pelo público no Japão. O artista também assinou outros clássicos, como Chikai no Makyu, Notari Matsutaro e Ashita Tenki ni Naare.

Ao longo de sua vida, Chiba atuou como diretor-geral e presidente da Associação de Cartunistas do Japão, dedicando-se a promover a cultura dos mangás e a transmitir mensagens sobre a importância da paz. Ele recebeu diversas honrarias do governo japonês, incluindo a Ordem do Sol Nascente em 2012 e a Ordem da Cultura em 2024. Seu trabalho autobiográfico mais recente, Hinemosu Notari Nikki, foi publicado de 2015 até entrar em hiato em setembro de 2026.
A editora Kodansha publicou um comunicado em homenagem ao artista:
“Tetsuya Chiba, que nos deixou inúmeras obras-primas ao longo de seus 70 anos de carreira como artista, possuía um amor e uma confiança infinitos na mídia criativa do mangá.
‘O Prêmio Tetsuya Chiba’, prêmio da nossa empresa para novos talentos, está em andamento há impressionantes 46 anos desde a sua criação. Informados pelas palavras do professor Chiba, muitos novos artistas de mangá deram seus primeiros passos para se tornarem profissionais e continuam ativos hoje. A enorme contribuição do professor Chiba para o mundo do mangá foi insubstituível.”
A Associação de Cartunistas do Japão também expressou condolências, destacando a imensa colaboração de Chiba para a disseminação da arte, a promoção de atividades criativas e a melhoria do status da profissão.


