A falta de uma narrativa coesa e os problemas de jogabilidade em Crimson Desert parecem ter uma explicação clara: um desenvolvimento turbulento. Através do Blind, uma plataforma anônima exclusiva para profissionais da indústria verificados por e-mail corporativo, desenvolvedores e ex-funcionários da Pearl Abyss trouxeram à tona os bastidores caóticos do recém-lançado jogo de mundo aberto. Segundo os relatos, a história do jogo foi decidida “pouco antes do lançamento”, motivo pelo qual o enredo final quase não aborda os mercenários ou o próprio “Deserto Carmesim” que dá nome ao título.

Um ex-desenvolvedor revelou que a trama original envolvia um jovem rei, traições políticas e a disputa por uma moeda feita de minerais da região do Deserto Carmesim. No entanto, uma disputa de poder interna resultou na saída de um diretor. A liderança foi assumida por um executivo da área de arte, que descartou o planejamento original e instaurou uma cultura onde opiniões divergentes não eram toleradas. O relato também menciona que a equipe desmerecia motores gráficos como a Unreal Engine e criticava sucessos como God of War, chamando-o de “jogo lixo que só tem visual bonito”.

A atual situação técnica do jogo também foi explicada por um desenvolvedor que ainda está na empresa. Ele descreveu a estrutura do estúdio como uma “pirâmide invertida”, repleta de líderes que exigem apenas subordinados do tipo “sim senhor”. Esse ambiente sufocou críticas internas e levou a um problema grave: sempre que a liderança via um recurso interessante em outro título, como as ilhas no céu de Zelda: Tears of the Kingdom, eles obrigavam a equipe a incluí-lo no jogo sem qualquer adaptação ou propósito claro.

Essa mistura forçada de ideias resultou no mapeamento de controles confuso e sobrecarregado que vem sendo duramente criticado pelos jogadores desde o lançamento.

Fonte: MP1ST

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