A Digital Foundry analisou as novas versões de Call of Duty: Black Ops e Call of Duty: Black Ops 2, lançadas nesta semana na PlayStation Store para PS4 e PS5. O veredicto da equipe técnica foi bastante negativo: as conversões apresentam melhorias mínimas, evidenciando pouco investimento de recursos da Activision e não justificando os altos valores cobrados.
A principal — e praticamente única — mudança técnica é o aumento da resolução, que saltou dos originais 720p (da era PS3) para 1080p nativos. Para os especialistas, o upgrade é insatisfatório. Os jogos não contam com qualquer filtro de anti-aliasing para suavizar as bordas e estão limitados a 60fps. Considerando a potência do hardware do PS5 rodando títulos com 14 e 16 anos de idade, a ausência de um modo em 4K ou suporte a 120Hz é vista como injustificável.
O trabalho foi tão básico que defeitos visuais antigos, como a baixa resolução das sombras, foram transferidos intactos para a nova geração. Apesar de tudo, as edições de PlayStation ainda são as melhores versões em consoles de mesa no momento, superando o Xbox que, via retrocompatibilidade, continua executando os títulos a baixos 608p.

A decepção técnica é agravada pela agressiva política de preços. Cada jogo base está sendo vendido por R$174,90, uma quantia classificada como “surpreendente” para um trabalho de remasterização tão simples. Para piorar, os conteúdos adicionais não foram incluídos. Se os jogadores quiserem os passes de temporada, precisarão pagar mais R$164,90 por cada um.
Embora a Activision esteja oferecendo descontos temporários para os assinantes da PlayStation Plus, a decisão de cobrar um preço tão alto por conversões de baixo esforço e separar os pacotes de expansão gerou fortes críticas à iniciativa.
Fonte: Digital Foundry



